O legado que quero deixar
- Ricardo Lopes
- 11 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
Nos últimos tempos, tenho refletido muito sobre a vida, sobre o que realmente importa e sobre o legado que quero deixar. Essas reflexões têm me motivado a escrever, a registrar pensamentos e aprendizados que, de alguma forma, possam fazer sentido para outras pessoas também. E quanto mais penso nisso, mais percebo como a dinâmica entre a família e a vida profissional tem muito mais em comum do que parece.

No trabalho, enfrentamos desafios diários, tomamos decisões e buscamos construir algo sólido para o futuro. Em casa, não é diferente. Criamos nosso filho, transmitimos valores e tentamos ser um alicerce para quem amamos. Nos dois cenários, precisamos de paciência, resiliência e, acima de tudo, presença.
No ambiente corporativo, lideramos projetos, motivamos equipes e aprendemos a ouvir para encontrar soluções. Em casa, lideramos pelo exemplo, incentivamos quem está ao nosso lado e buscamos, todos os dias, ser alguém melhor. A grande diferença é que, no trabalho, por mais competentes que sejamos, sempre seremos substituíveis. Mas na família, nosso papel é único. Nenhuma conquista profissional, por maior que seja, pode preencher o espaço de um abraço sincero ou de um olhar que transmite segurança.
Quando penso no futuro, não quero ser lembrado apenas pelas vendas que fiz ou pelos negócios que fechei. Quero que meu nome traga à memória a imagem de um pai presente, um marido dedicado, um profissional correto e um amigo leal. Que meu único filho, ao falar de mim, possa dizer que aprendeu mais com meus atos do que com minhas palavras. Porque, no fim das contas, o que realmente fica não são os presentes ou os agrados, mas a maneira como tocamos a vida das pessoas ao nosso redor.


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